quarta-feira, 24 de março de 2010

Projeto habitacional e produtivo: visitado com festa quilombola e clima de inauguração

As 25 unidades habitacionais que foram construídas no Alto Bonito, agora visitadas e festejadas são casas, cada uma com três quartos, um banheiro e duas salas. O bonito Centro Multiuso onde se deu a comemoração desta terça-feira (23) está novinho, na primeira tinta. Em homenagem a um pioneiro do Alto Bonito, os quilombolas deram-lhe o nome de Centro Comunitário Maurício de Afonso Santana, que é a praça da comunidade.

Foi no pátio deste Centro Comunitário que o ex-prefeito Carlos Brasileiro (que em 2007 iniciou o projeto) e Paulo Machado (que agora o concluiu) receberam Valmir Assunção, secretário de Combate à Fome e à Pobreza do Governo Wagner, onde abraçaram os quilombolas pela grande conquista. Todos agradeceram a política desenvolvida pelo presidente Lula que, em parceria com o estado da Bahia e a Prefeitura Municipal “realizaram, não discurso, mas ações voltadas à agricultura, habitação, artesanato, à cultura, à moda e à saúde”, como lembrou o prefeito de Senhor do Bonfim.

Joana de Genoveva Rodrigues é quilombola de raiz e rezadeira. Dos muitos filhos ainda restam dois. Tem 85 anos e conversa bem: “Entrei na casa há seis meses e aqui eu planto batata, melancia, feijão, abóbora, tomate; tenho bananeira, mangueira, goiabeira e plantas de remédio”. Quem planta, Dona Joana? “Plantar é fácil, eu capino é tudo na enxada”. Usa agrotóxico? “Não, a gente recebeu curso, aqui é só orgânico, natural”.

Gilvan Rodrigues da Silva (36) é um legítimo afro-descendente, “negro como carvão” na linguagem do fotógrafo e quilombola residente Uilson Bahia, o conhecido Cinco Mil. Gilvan falou compassadamente: “Eu vivo da roça, da lavoura; cato feijão, planto andu. Minha casa era de barro, aí minha muié foi atrás, futucou e arrumou a vaga dessa casa. Tamo nela a três mês e acho muito bom. Ainda dei cinco dia de trabaio nela, de servente, e ganhei 80 conto”.

A obra - A atual política de resgata dos direitos de negros, de mulheres e de toda a população quilombola vai além das 25 casas. Foram incorporadas ao projeto 29 cisternas, 11 unidades sanitárias e 25 hortas, estas como parte especial do Programa Produtivo, que teve o apoio de técnicos do Sebrae, sementes da Embrapa e cursos de produção agrícola e de capacitação em trançados, corte e costura, artesanato, aulas de Direito de Cidadania para os grupos comunitários. Fátima Brasileiro diz que o Curso de Hortas, o Galinheiro, o Manejo de galinhas e a manipulação de acarajé “se fazem presentes em termos de qualidade no comércio de Bonfim” e Carlos de Tijuaçu acrescenta que estão “também na qualidade de vida de Tijuaçu. As recentes construções de Rede de Esgoto e do Cemitério no distrito de Tijuaçu, a reforma da Escola Municipal de 1º grau e mesmo a reforma da Entrada pela BR do distrito (esta já com projeto aprovado) estão no quadro dessa atual política de resgate.

Dona Maria Odete, uma negra sorridente de 45 anos, a primeira a receber uma casa do projeto, contou como foi: “A minha casinha era ali no barranco, caiu e me mandaram entrar nesta nova, mesmo sem a inauguração do conjunto”. A senhora paga quanto pela casa? “Nada. Só água e luz”. Planta o quê? “Batatinha, cenoura tomate, coentro, pimenta, couve, berinjela, pimentão...”. E depois de colher? Eu planto e colho com meus filhos (três) e vendo tudo na feira de Bonfim”. Está feliz? “Ave Maria! Até demais”.

Também estiveram presentes: o Dr. Aurélio Soares (vice-prefeito); Ana Torquato (Superintendente de Segurança Alimentar), secretários municipais Auzeneide Nunes (Infraestrutura), Lílian Teixeira (Educação) Raimundo Freitas (Agricultura), Cláudio Nunes (Industria e Comércio, Silvana Ozelina (Integração) Walmir Santos (líder quilombola), representantes do Sebrae e outros.


Governo Cuidando da Nossa Gente
Assessoria de Comunicação Social

Prefeitura embargou obras construídas sem alvará no centro de Senhor do Bonfim

Seguindo orientação do Governo Cuidando da Nossa Gente de organizar os espaços urbanos da cidade, a Secretaria de Infra-estrutura, vem investindo acertadamente no reforço do setor de fiscalização de obras, incluindo-se a chamada de novos agentes aprovados em Concurso Público. No entanto, irregularidades que comprometem obras e a vida de cidadãos continuam a desafiar a prudência e a lei. Por exemplo, equipe de fiscais em ação no centro da cidade procederam ao embargo de construções irregulares no início desta semana.

Após advertências verbais e notificações aos proprietários para apresentarem documentação regular no prazo de 24 horas, em cumprimento do o que reza o Código de Postura do Município, os fiscais efetuaram nesta terça-feira 23 de março, o embargo de duas obras que estavam sendo tocadas nas ruas Fernandes da Cunha e Cândido Fonseca, respectivamente, sem os devidos alvará de construção.

Após análise da situação e o devido recolhimento das taxas, uma dessas obras recebeu autorização e pôde ser reiniciada nesta quinta-feira, enquanto a outra será liberada tão logo o proprietário venha a sanar as pendências apresentadas.

Dentro do planejamento da Infra-estrutura, as equipes estarão de volta às ruas nesta quinta-feira, para novas ações, inclusive em construções em que os proprietários não atenderam a notificações da fiscalização.

A Secretaria de Infra-estrutura lembra aos bonfinenses que antes de começar qualquer construção ou reforma que implique em modificações na planta original do imóvel, os proprietários devem procurem o órgão para conhecimento e retirada da documentação necessária. Essa é a orientação correta para que o andamento dessas obras, evitando assim, transtornos futuros para os seus responsáveis e para a cidade.

Policia encontra cabeça de mulher decapitada pelo filho em Uauá


Na manhã desta terça-feira (23), a Policia de Uauá localizou a cabeça da senhora Maria Lúcia dos Santos, 55 anos, morta com golpes de foice pelo filho José Gilmar dos Santos (25), no ultimo domingo (21), na fazenda Lagoa do Mari município de Uauá.

O enterro de Maria aconteceu no cemitério Recanto da Saudade em Uauá e foi acompanhado por milhares de pessoas. A cabeça foi encontrada a cerca de seis quilômetros do local do homicídio, logo após o enterro.

O homicida ainda está sendo procurado pela polícia que mobilizou agentes de toda região em um cerco policial nunca visto no município. A policia baleou o homicida com um tiro e recuperou a foice usada para decapitar a senhora Maria Lucia dos Santos.

José Gilmar na fuga perdeu parte de suas roupas, e foi visto se banhando em uma barragem na região. Ele está cercado em uma área de 3 a 4 km quadrados de Caatinga.