domingo, 13 de junho de 2010

Livro lançado em Bonfim desvela mais história quilombola de Tijuaçu

Na noite de autógrafos para o livro “Vestígios recuperados” o público foi maior que o auditório da Câmara Municipal de Senhor do Bonfim. A Mesa Diretora também recebeu cadeiras a mais e se compôs majoritariamente de defensores de teses acadêmicas e personalidades quilombolas. Portanto, o evento saiu à feição do fato, presença de público de interesse imediato; e da obra, pesquisa valorosa da autora Carmélia Miranda.

Fontes primárias Referência literária necessária, o prefeito Paulo Machado viu no trabalho publicado uma “riquíssima relação entre a pesquisa acadêmica e o cotidiano da comunidade de Tijuaçu, com a virtude de revelar fatos buscados em fontes primárias”, de documentos e registros originais, em Portugal, e não copiados de outros pesquisadores. Todos os componentes da mesa se pronunciaram Houve emoções, arrepios, o orgulho do vereador Carlos de Tijuaçu de ter nascido no centro da comunidade, lembranças feitas pelo Dr. Aurélio Soares e leitura de trecho do livro por Gustavo Miranda.

Samba de lata Na sua vez, Carmélia confirmou oralmente o empenho para contribuir com a construção da identidade cultural do distrito de Tijuaçu e o êxito de ter alcançado, na caminhada à Europa, registros documentais que convalidam relevante parte da história quilombola. Cerca 80% dos presentes, segundo a autora, era de seus alunos e ex-alunos universitários, mas a quantidade de pessoas do distrito pesquisado foi expressiva. Estavam no lançamento também a vereadora Lúcia Cerqueira, ex-prefeito Carlos Brasileiro, secretária municipal da Assistência Social, Fátima Brasileiro, presidente da Aclasb José Gonçalves, o bonfinense Luiz Alves, que lança amanhã seu livro “Ladrões de meu país”, entre outros. O Samba de lata, com Dinha na lata, Maria Alice e Detinha na puxada de voz, fez aplaudidíssima apresentação musical. Ao lado do coquetel oferecido, a professora Carmélia fez dedicatória para dezenas de adquirentes de sua obra, até mais de 22 horas.

A mesa foi constituída de Glória da Paz, a apresentadora no cerimonial; Paulo Machado, Gustavo Miranda, Maria Celeste Castro, diretora da Uneb/Campus VII; Carlos, o “Negão” de Tijuaçu, Valdelice de Tijuaçu; Ivomar Gitano; Dr. Aurélio Soares, Vera Lúcia Gonçalves, diretora da Faculdade Cenecista de Senhor do Bonfim.

Governo Cuidando da Nossa Gente
Assessoria de Comunicação Social

BAÚ DE LEITURA leva histórias infantis às escolas do campo

Cento e quarenta crianças de 3 a 9 de idade, de cinco escolas municipais de Senhor do Bonfim já recebem benefício do Baú de Leitura um projeto que leva a criança a se interessar desde cedo pelos livros. O começo é na sala de aula, onde uma história infantil é encenada pelos professores e assistida pelos alunos.

Atores Foi assim ontem na escola Mariano Ventura. De repente a sala virou um teatro ou circo: 42 pirralhos sentados em meia-lua no chão receberam a entrada de dez palhaços, todos professores do Baú, caracterizados de diferentes animais. E a história de uma Baratinha (uma pró) que queria se casar fez a garotada entrar fundo na escolha. Com o apoio da turminha, a Baratinha terminou casando com um rato (um professor) que morreu na fervura de uma panela de feijão. “Óóóóóóóóóóóh!...

Livros A música ambiente de cantiga de roda (O cravo e a rosa, Se essa rua...) e as músicas do teatrinho contextualizadas na finalidade do Projeto põe os alunos a tomar partido cantando em coro. Ao lado de todos um baú verdadeiro, confeccionado em fibras de sisal, cheio de livretos das histórias que são contadas. O projeto tem diversos outros apelos pedagógicos, os professores recebem capacitação em Feira de Santana, no MOC (Movimento de Organização Comunitária), que é o principal parceiro da Prefeitura Municipal de Senhor do Bonfim.

Além da “Mariano Ventura” no Alto da Maravilha (Centro Social Urbano-CSU), as escolas municipais da Passagem Velha, Missão do Sahy, Rancharia e Cariacá receberam nos últimos dias idêntico projeto e outras cinco serão igualmente contempladas, até atingirem o total de 10.



gramaestão recebendo ram; Em breve entrarão mais cinco escola no projeto; Em Senhor do Bonfim, o projeto abrange, hoje, cinco escolas

O que é o Baú A secretária Municipal de Educação, Lílian Teixeira, informa as bases do Projeto: Ele consiste na circulação de um baú feito de sisal, símbolo da região, repleto de livros de histórias infanto-juvenis e materiais didáticos de apoio para o trabalho do educador. A leitura dos livros possibilita que professores e crianças desenvolvam a reflexão e o aprofundamento dos temas orientadores (identidade cultural e cultura local, relação com o meio ambiente e relações entre família, comunidade e sociedade). Monitores, professores, alunos e comunidade fortalecem, através da leitura, a própria identidade, conhecem melhor a história da região e do mundo em que vivem e se expressam posteriormente em textos, poesias, paródias, contações de histórias, apresentações teatrais sobre os resultados do processo de leitura e participam de outros espaços sociais na comunidade e municípios como conselhos, associações e sindicatos, exercitando assim a cidadania. Os baús são itinerantes passando um período numa determinada localidade e depois sendo trocados por outro, com acervo diferente, oportunizando as crianças principalmente do meio rural a que tenham acesso a novas experiências literárias.

Governo Cuidando da Nossa Gente
Assessoria de Comunicação

Lançamento oficializa sanfona e pé-de-serra

O lançamento oficial do São João, dia 10 correspondeu ao sentimento popular de Senhor do Bonfim. Sanfona, zabumba e triângulo. Mesa de iguarias típicas e licores, o “envelhecido” e o “da mamãe”. Cipó, jumento, caçuá e assento pra conversa de palhoça, além de muita chita nas apresentações culturais. O prefeito Paulo Machado de chapéu de palha advogou plenos poderes aos trios de sanfoneiros e arrasta-pé de raiz. O Calçadão, local bem escolhido para o evento, olhou no retrovisor do tempo e se viu um pouco quando era ainda o saudoso e querido Beco do Bazar.
Clima A Roda do Palmeira foi toda junina, a quadrilha da Famusb não ficou atrás, o Tô-que-Tô mostrou o que é folia, Quilombart veio do Cariacá mostrar que a zona rural sabe tudo de São João de pé de fogueira. Quando Josa parava de puxar o fole, entrava em cena a dupla mais tradicional do Casamento Matuto, Geninho e Nalvinha (noivos até o dia 24, quando farão jura eterna, no altar do palco do Forrobodó).
Em dado momento, o gestor ainda usando a palavra elogiou o casal, e o noivo reclamou:
– Bonito aqui sou eu. O gestor sentiu o clima e comentou:
– Cuidado que eu tô paquerando ela. Em cima da bucha o noivo arregalou o zóio:
– Paquera nada. Ela é minha, não me trai”! E o gestor aos risos:
– Paquero sim, se ela ta piscando o olho pra mim! E o noivo mais rápido ainda:
– Num ta piscando, não! É por causa de que caiu um cisco nos zóio dela.
Também A decoração de ruas e casas já ganha vulto. Os pontos principais de entrada da cidade e centro terão atrações musicais e trios de sanfoneiros e os distritos terão a festa própria agora mais increnmentada. Nomes como Adelmário Coelho, Cicinho de Assis, Alcimar Monteiro, Targino Gondim garantem o mais alto nível de forró. Gilberto Gil que tem DVD junino e nome está inserido na raiz cabocla da baianidade. E pra quem não sabe, a banda Calcinha Preta que é um xodó especial do Bonfinense, trás para a programação uma coletânea casada com sua origem sergipana e nordestina. Só nos circuitos do Forrobodó e do Parque da Cidade existirão 63 shows – sem contar o circuito Forró nos Bairros que continua rolando até vésperas dos dias finais.
Governo Cuidando da Nossa Gente
Assessoria de Comunicação Social