domingo, 27 de junho de 2010

O ciúme é uma forma de amor?


O ciúme é inerente ao ser humano, mas não deve ultrapassar o limite do permitido numa relação. O normal em um relacionamento é que o ciúme agregue preocupação e proteção à outra pessoa. Muitos acreditam que apesar de ser negativo, o sentimento é de grande importância. Afinal, a ausência do ciúme também é preocupante, pois pode ser um indício de que o amor está se perdendo.

No código internacional de doenças CID-10 e no DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais - Quarta Edição, o ciúme é classificado como transtorno delirante na subdivisão de ciúme.

Quando o ciúme passa do aceitável para o patológico?

O desejo desenfreado de controle e dominação, especialmente de ter a posse da outra metade, pode denotar uma patologia e se identificada desde o início, pode evitar uma série de percalços pelo caminho. Há como os casais evitarem muitos dissabores na relação, mas para isso é preciso que ambos fiquem atentos a pequenos sinais ou a sua própria história amorosa.

O (a) companheiro(a) que já tenha passado por experiência da traição no relacionamento passado, certamente trará consigo mais desconfianças e temerá sofrer novamente na relação atual.

Se houver inclinação para o ciúme exagerado evoluir para uma patologia, viverá numa eterna tortura pessoal, tudo em função de sua compulsão. Cabe ao casal enfrentar a situação de forma unida e jamais dar margens a desconfianças.

O ciúme anormal desencadeia desde a agressividade simples (verbal), podendo partir para a agressividade bruta ou corporal. Quem desenvolve esse tipo de ciúme, muitas vezes, tem desestrutura do ego, em função de baixa auto-estima e autoconfiança extremamente comprometidas.

O exagero no ciúme também pode ter origem de uma patologia psicológica Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Gerando conflitos internos como, por exemplo, achar que está sendo traído. Mediante esse comportamento, começar a perseguir sua companheira (o) e desenvolver compulsão pela averiguação da traição ou não.

O ciúme difere quanto ao amor e a paixão?

O ciúme no amor tende a ser mais normal e controlável, indo a índices aceitáveis de controle e adaptação (no caso da perda). Já na paixão, o ciúme é perigoso e descontrolado. Não possui bases para o diálogo e pode se tornar, em alguns casos, letal.

Em função dessa atitude, pode desencadear um comportamento de agressividade, envolver rivais imaginários, agir de maneira irracional e realizar atitudes impensadas, podendo gerar conseqüências drásticas.

No ciúme considerado normal, há uma intenção consciente, existe o diálogo, sobriedade e principalmente, segurança. Já no ciúme patológico, há desejos inconscientes, como raiva, vingança e até sentimentos de revolta, humilhação e insegurança. Motivados pelo complexo de inferioridade, pode desencadear atitudes extremas, chamadas de crimes passionais.

Fonte: Revista Dieta e Saúde
Postado por Centro de Referência da Mulher

Milhares de abadás do Feixo de lenha arrasta multidões nas ruas de Bonfim


O desfile do bloco junino Feixe de Lenha iniciado hoje às 17h00, e agora às 22h50min ainda percorrendo a zona central da cidade (Rua Rui Barbosa), projetou um espetáculo musical e visual de grandeza inesperada. Em entrevista no interior do bloco que traz 2.500 figurantes, um dos principais coordenadores, Edneuton Sá relatou que esse número é o limite. “Não foi superado porque o crescimento vem sendo acelerado e ainda não temos estrutura para controlar tanta gente”. A cidade pelo seu traçado e pela enchente de carros e turistas nessa época talvez não esteja preparada para superar os 2.500 abadás.
Fora também A sustentação musical com repertório de forró é feita por um grande carro, a lá Trio Elétrico, espalhando o som de Francimar Monteiro e sua banda. A locomoção é lenta e super animada de ponta a ponta da corda. Edneuton avalia que metade dos figurantes é de turistas. A quantidade dos que acompanham o bloco do lado de fora é incontável, mas aí “a proporção de turistas aí é maior que dentro da corda”. Só para dar segurança, organização e manter a corda em boa função, o bloco está pagando a 220 homens, que trabalharão hoje (26) e amanhã (27).
Gota d’água É tradição o “feixo” fazer carnês antecipados para o pagamento de três meses pelo abadá e pleno direito à participação. O Feixo de lenha Surgiu de uma brincadeira no bairro do Bom Jardim. Em 2006, era época de São João e pequeno grupo de amigos queria festejar o próprio aniversário. A idéia ganhou força, o pessoal botou os primeiros abadás e alguém lançou “E se fizermos um bloco para o São João?” Foi a gota d’água. Hoje o Feixo é talvez o maior grupo de desfile no forró de Senhor do Bonfim. São cinco os seus coordenadores atuais: Edneuton Sá, Gilson França, Wiliam Limeira, Francisco Junior e Edson Almeida, a maioria vem da origem. Amanhã, hoje domingo 27, o Feixo de Lenha volta às ruas puxado pelo som da banda Brega & Vinho.