terça-feira, 5 de outubro de 2010

Senhor do Bonfim atinge cobertura vacinal de 121,05% na campanha anti-rábica 2010


O Governo Cuidando de Nossa Gente através da secretaria Municipal de Saúde informa à população bonfinense durante o período de 30/08 a 25/09/2010 foi realizada em nosso município a campanha de vacinação anti-rábica, onde foram vacinados num total de 11.685 animais (cães e gatos), perfazendo uma cobertura vacinal de 121,05%. Participaram desta campanha mais de 200 profissionais, vindos da VIEP (vigilância Epidemiológica), VISA (Vigilância Sanitária) e Profissionais da atenção básica incluindo os ACS (Agentes Comunitários de Saúde). Foi graças à confiança cedida pela Secretária Municipal de Saúde, Maria Gorete Braz, e o compromisso de todos os profissionais com a população que conseguimos alcançar após vários anos a meta pactuada com o estado e conseguimos cobrir todo o município.

ASCOM

Greve dos bancários fecha mais de 500 agências na Bahia

Em seu sétimo dia, a greve dos bancários continua forte em todo o país. Na Bahia, todos os dias mais trabalhadores aderem ao movimento, fechando novas agências em Salvador e no interior. Já são mais de 500 unidades sem funcionar no estado e a intenção é de ampliar este número nesta terça-feira (5/10). O crescimento do movimento reflete a insatisfação da categoria com a postura dos bancos, que se negam a retomar a negociação.
Em reunião na segunda-feira (04/10), em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários decidiu enviar carta à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) protestando contra as práticas antisindicais adotadas pelos bancos na campanha salarial como ajuizamento de interditos proibitórios e pressão para obrigar os funcionários a chegarem de madrugada nas agências.
A greve é um direito constitucional do trabalhador. Ou seja, uma forma legitima de reivindicação. No caso dos bancários, a greve começou após várias tentativas de acordo com os bancos, que além de oferecerem um reajuste bem abaixo do pedido pelos trabalhadores, ainda não apresentaram propostas a outras demandas, como isonomia nos bancos públicos, fim do assédio moral, mais investimentos em segurança e melhores condições de trabalho.
Foram os bancos que empurraram a categoria para a greve, que é o último recurso dos bancários para assegurar a conquista de seus direitos. Enquanto não houver uma nova proposta, as agências não serão reabertas.
Para avaliar o andamento da paralisação, o Sindicato da Bahia está convocando uma nova assembléia para esta quarta-feira (6/10), a partir das 18h, no Ginásio de Esporte, na Ladeira dos Aflitos.

38. 804 razões elegeram Brasileiro para representar Senhor do Bonfim

Ao delegar a Carlos Brasileiro o mandato de deputado estadual, Senhor do Bonfim reassume uma posição política que no passado já lhe pertenceu. Mas, a conquista do momento não se resume em simples reposição de representação perdida. Colocada no painel da história social e política do município, essa vitória adquire significado e importância que devem ser observados.

É próprio que o momento inspire comemorações destacando em primeiro lugar a recuperação do mandato. Mas é bom constatar que o município sempre esteve entre os maiores colégios eleitorais do estado, situação bastante confortável para, pelo menos em tese, garantir a eleição de um representante à Assembléia. Esta obrigação não cumprida gerou o clamor. Tais verdades visíveis são as fontes de motivação para as celebrações pela presente vitória de Brasileiro. Se tomadas como premissas de análise, apontarão outros aspectos relevantes, positivos ou não, emergidos das circunstâncias conjunturais e políticas que prevaleceram no longo lapso de jejum de representação.

Nenhuma percepção superficial provaria, por exemplo, quais as causas que desmantelaram as articulações político-eleitorais que elegiam nossos deputados no passado. Mas os efeitos da desarmonia entre caciques, das vicissitudes sistêmicas, da sobreposição do particular ao público, da alienação de legítimos interesses do cidadão eleitor, do conseqüente descrédito de líderes, da inobservância ao que separa a ética do delito, da total ausência de controle social, inferioridade política da representação no parlamento, incompetência, omissão e do múltiplo de tudo isto – que terminaram por acumular carências de diversas ordens no objeto da administração de Senhor do Bonfim.

O município foi perdendo a flama do orgulho local até virar base predileta para o cultivo do voto pra fora. Enquanto caminhava para esse fundo do poço, novas frações sociais foram surgindo, reagindo e construindo alternativas para uma prática política oposta. Os anos 80 e 90 testemunharam o desenrolar dessa difícil empreitada, regada por agressões e ameaças de repressão, por um lado, porém sob o olhar atento de bonfinenses insatisfeitos e independentes. Foram estes que a pouco e pouco, de eleição em eleição foram se somando em força aos petistas originais.

Juntos, todos amarguravam profunda decepção com a condução da cidade. De ordinário, entrelaçados por ideologia, dependência, tradição e interesses pessoais – aqueles que detinham o poder de governar também nutriam um sentimento de decepção não muito diferente do nosso. Chegamos a ouvir da autoridade municipal, em evento público de inauguração do Central Shopping, em dezembro de 2000, que “Bonfim é uma cidade inadministrável”. A auto-estima do bonfinense em geral beirava a consciência aflitiva. Pois, é justamente esse valor de extrema importância para a vida comunitária e individual, reivindicado em qualquer localidade do mundo e naquele tempo em baixa, que precisamente hoje atinge o auge com a eleição de Brasileiro.

Pode-se inferir, com total acerto, que essa incidência de auto-estima não se detém. Ela é cara à cultura histórica formada no bonfinense desde suas raízes. Desde a presença de símbolos da erudição e da origem da Republica em seu chão, o orgulho da terra ainda reverencia José Gonçalves e Rui Barbosa na terrinha. Esses e outros signos correspondem a um contínuo progresso, e nunca a identificação com o que é atrasado e não-contemporâneo. Por conta disso, desde 2001 existem em Senhor do Bonfim valores governantes em correspondência com essa mentalidade.

Uma cadeira na Assembléia Legislativa, que objetivamente faz ressurgir o poder de barganha do município no estado, embute a capacidade política do município refletida no seu território e ainda a propaga para os diversos contextos regionais. Essa dimensão é apanhada e sentida pelo cidadão, não pelo espectro formal, como pode parecer, mas na materialização de políticas públicas para a educação, a saúde, a cultura, a habitação, a segurança, o bem-estar social. Tudo que o bonfinense viu evoluir nos últimos 12 anos em Senhor do Bonfim.

Eis a razão porque a cidade amanheceu nesta segunda-feira, 4 de outubro, contente, zuadenta, engalanada e sem sono pra recuperar a noite passada não dormida. É que havia uma representação parlamentar há muito tempo sonhada, idealizada, trabalhada e devendo chegar. Se chegasse não causaria surpresa. Mas ao chegar, irrompeu arrancando a fórceps toda aquela alegria entranhada no peito. E o bonfinense não parou mais de festejar.

Por Antonio Britto

CÂMARA VOTA PROJETO DE LEI DA POLÍTICA AMBIENTAL DE BONFIM

A Camâra de Vereadores de Senhor do Bonfim colocará na pauta de votação desta terça-feira 05/10/10 o Projeto de lei de estruturação do SISMUMA- Sistema Municipal de Meio Ambiente de Senhor do Bonfim (reestruturação do Conselho, criação do Fundo Municipal de meio Ambiente e a Política) que irá viabilizar definitivamente a SEMAM- Secretaria de Meio Ambiente e Controle Urbano, emitir licenças, laudos e pareceres ambientais, realizar fiscalizações,e gerenciar melhor suas ações de proteção do ambiente e Educação Ambiental informal, já que haverá através da cobrança de taxas recursos direcionados ao fundo ambiental.
Portanto convidamos a todos os interessados em conhecer e fortalecer este processo o comparecimento a votação deste projeto, hoje na Câmara de Vereadores a partir das 18horas.

É importante salientar que a construção e elaboração desta política foi realizada de forma participativa, por um grupo de aproximadamente 12 pessoas que realizavam reuniões periódicas desde 2007, fazendo parte deste grupo biólogas, empresários ambientalistas, contadores e assistentes sociais.
Bonfim agradece a todos e todas.

ATT,
Bernadedth Rocha Simões
Bióloga, Consultora e Educadora Ambiental
CRBio 67.316/D-05

A LIBERDADE DE IMPRENSA AMEAÇADA


* Josemar Santana

Nos últimos quatro anos têm sido freqüentes as manifestações de desagrado de pessoas envolvidas em situações de desaprovação ético-morais, cujos casos são levados ao conhecimento público, através da imprensa comprometida com o seu essencial papel de informar.

Não se trata de reações novas, porque há, sempre existiu alguém disposto a reagir contra o direito de informação, de manifestação, de livre expressão, notadamente quando esses direitos fundamentais atingem interesses pessoais ou de grupos.

A freqüência como tem ocorrido tais manifestações vem chamando a atenção dos defensores do sagrado direito de expressão, que passa, necessariamente, pelo direito de informação e que desperta preocupação com o futuro da garantia constitucional desses direitos.

A preocupação com essa garantia constitucional ganha maior corpo quando percebemos dentro das hostes do governo central as manifestações de desagrado contra a imprensa livre e que, no cumprimento do seu dever e no exercício do seu direito de informar atrai a ira dos ocupantes de cargos públicos, que detestam a divulgação de fatos contrários aos seus interesses pessoais ou de grupo.

O presidente Lula não tem perdido oportunidades de atacar aqui e ali a imprensa livre, quando fatos que contrariam os seus interesses e do seu governo são divulgados, o mesmo ocorrendo com o seu Ministro de Comunicação de Governo, o experiente Franklin Martins, que sempre viveu e trabalhou em conceituados órgãos de imprensa do país e defendeu a sua liberdade, mudando radicalmente quando chegou ao governo.

Franklin Martins, tanto quanto Lula e Dilma são influenciados pelo Chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, considerado o grande mentor da negação dos princípios democráticos outrora defendidos como bandeira do exercício democrático por Lula, Dilma e Cia.

Pessoalmente, o presidente Lula tem deixado claro a sua insatisfação com a atuação da imprensa livre, como expressou no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), em sua 3ª edição, publicada em dezembro de 2009 e que causou a indignação das forças democráticas populares do país.

Na verdade, as três edições do PNDH (a 1ª foi editada em 1996 e a 2ª em 2002) são parecidas, verificando-se expressiva diferença na 3ª edição (dezembro de 2009, a única da era Lula), porque enveredou por caminhos acidentados, na medida em que pretende atingir conquistas populares importantes.

São medidas defendidas, inclusive, sob o patrocínio dos partidos de esquerda, entre eles, o antigo PT, aquele PT que sempre esteve na vanguarda da defesa dos princípios democráticos: da liberdade de expressão, do direito à propriedade e da anistia geral (casos da Ditadura).

O 3º PNDH apresenta 6 pontos polêmicos: REGIME MILITAR (propôs a criação da Comissão Nacional da Verdade com a intenção de examinar e punir os crimes praticados no Regime Militar por militares; ABORTO (defende a descriminalização. Haveria a liberação do aborto; IMPRENSA (prevê o seu monitoramento, a sua fiscalização e a punição de veículos de comunicação que não respeitem direitos humanos, através de Comitês criados pelo próprio Governo e integrados por movimentos sociais que teriam poder de cassar a concessão de emissoras de rádio e TV). Os outros 3 são: CONFLITOS AGRÁRIOS, UNIÃO CIVIL DE HOMOSEXUAIS e SIMBOLOS RELIGIOSOS.

No caso particular da IMPRENSA, a reação popular em defesa da sua liberdade levou o governo Lula a rever a sua posição, dizendo que a intenção não era a de inibir a liberdade de expressão, mas as manifestações nesse sentido, em outras ocasiões, inclusive mais recente, quando foram divulgados os escândalos da ex-Ministra Erenice, da Casa Civil, não deixam dúvidas da contrariedade do governo Lula com o exercício da imprensa livre.

Aliás, essa tendência ficou patente no esboço de Programa de Governo traçado para um eventual Governo Dilma, que teve que ser modificado de última hora, quando as forças democráticas do país se manifestarem contra, o que reforça a suspeita de que não podemos descuidar na defesa de conquistas de direitos fundamentais, como é o direito de livre expressão, que continua sob permanente ameaça.

*Josemar Santana é jornalista e advogado