segunda-feira, 7 de março de 2011

Vai-quem-quer é de quem quiser



A tradição foi mantida em dose dupla. Pela manhã, às 10 horas o Vai-quem-quer desceu dos altos da Maravilha comandado por Toinho (Bloco da Saudade) e os músicos da Bandinha e Cia executaram marchas carnavalescas por longo percurso. Meio dia estavam chegando na Praça Nova do Congresso. Não fizeram pausa em lugar nenhum. Só adiante, após passar ao lado do palco da Antonio Gonçalves, Toinho orientou a patota a voltar em direção ao morro.

Seja o que Deus quiser - O desfile ou passeio ou marcha só teve tempo marcado para sair. O pique quente das marchinhas nos instrumentos de sopro deu o ritmo da caminhada. O roteiro só está verdadeiramente definido na cabeça dos que estão à frente do bando, que também só sabem a direção que devem tomar quando chegam à próxima esquina ou cruzamento. “Aqui ninguém está interessado em saber pra onde vai”. “Se não gostar abandona”. E alguns param mesmo. Mas a adesão é bem maior. No meio do desfile Idinho (Volta do Morro) já não foi encontrado com facilidade por fotógrafos que queriam documentar sua presença no Vai-quem-quer. “Em mais de 40 anos de carnaval este foi o primeiro que minha escola não saiu, mas aqui é Vai-quem-quer, eu estou presente”.

ASCOM

Ogumdelê é estreante no CarnáBonfim e vem da Olaria


Entre as novas agremiações do carnaval bonfinense está o Afoxé Expressão Ogumdelê. Fundado em de 2009, até o passado saiu como ala do Afro Olodum. Trouxe 64 componentes para este carnaval. “Temos 15 na banda e os demais são personagens como pais de santo e filhos e filhas de santo”, informa o diretor conhecido por Antonio do Ogumdelê (Antonio Alves Sobrinho).

Símbolo é protesto – O azul e branco que domina nas fantasias é “em respeito às cores de Ogum”, entidade espiritual do terreiro de Antonio e os ensaios ocorreram na Praça da Conder ou na Rua Paulo Gonçalves, lá na Olaria. O Ogumdelê tem tema, chega ao carnaval apresentando O Renascimento. “Estamos no dever de começar trazendo paz que Deus abençoa, para o afoxé e a paz que os nossos orixás querem para todos os homens. A nossa bandeira traz a mensagem: a branca paz só existirá quando o colorido das raças incluir o negro. Por isso estamos trazendo um pombo preto como símbolo. Somos negros e queremos mostrar que não é só a pomba branca que traz a paz. Carnaval para mim é alegria e diversão, mas nós somos religiosos”, conclui o diretor.

ASCOM

DESFILE DAS ESCOLAS DE SAMBA EM BONFIM

1ª NOITE DO CARNÁBONFIM

BAHIA ESPORTE ESTEVE COM A TURMA DO RUGBY DE BONFIM


A equipe do Bahia Esporte esteve registrando em Senhor do Bonfim, um esporte ainda pouco conhecido por essas terras, mas que aos poucos chega e chega pra ficar, principalmente com adesão da rapaziada, que diz gostar bastante do novo esporte bonfinense.
Infelizmente, como em muitas categorias do esporte local que não tem apoio, a equipe do rugby de Bonfim, nem se quer tem espaço físico para seus treinamentos, e são forçados a treinarem em meio a uma pista de vaquejada.
Confira matéria feita com a equipe do Bahia Esporte no final de fevereiro, aqui em Senhor do Bonfim.


veja o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=HspCiI4bEz8

PREFEITO PAULO MACHADO DIZ QUE SECRETARIA DARÁ EXPLICAÇÕES A DENÚNCIAS VAZIAS


Considerando denúncia do vereador Laércio Muniz, na sessão da Câmara de Vereadores da última quinta-feira, 3 de março, o Prefeito Paulo Machado diz que após o carnaval a Secretaria de Assistência Social virá a público esclarecer o que um blogueiro chamou de transação “nebulosa”. Na verdade o vereador poderia ter pedido esclarecimentos ao governo, porém mais uma vez preferiu o caminho do sensacionalismo fácil e da tribuna:

“Podemos adiantar que se tratou de uma licitação pública, do Projovem, que abriga quatrocentos jovens, e precisava adquirir lanches por um tempo determinado, comprometendo-se a empresa ganhadora da licitação a fazer as entregas à medida que se fizesse necessário, prática normal de licitações de merendas. Na referida empreitada outras empresas de Bonfim ganharam outros itens e uma empresa de Feira de Santana, que não poderia ser proibida de participar, ganhou a parte das famosas “coxinhas”. Estas seriam feitas em Bonfim, mesmo, e não em Feira. É bom que se diga que geralmente as quituteiras não possuem a documentação exigida para participarem de uma licitação, infelizmente. Na verdade estamos sendo acusados pelo fato de cumprirmos a lei das licitações. Se fizéssemos maracutaias e contratações diretas, estaríamos sendo acusados de descumprir a lei. Entenda-se o vereador...”

Já quanto às festas de aniversário da cidade e de Santo Antonio na Igara e Quicé: “Foram verbas de emendas parlamentares, do Ministério do Turismo, oferecidas ao município e não poderíamos nos negar a receber essa oferta. Nada houve de ilegal, as festas aconteceram, inclusive com uma noite dedicada às Igrejas Evangélicas, e já houve prestação de contas, sem problemas, ao Ministério”.

"Procuramos manter um clima de diálogo com a oposição e está na hora de amadurecermos politicamente, deixando a tribuna para projetos de real interesse da população. O governo municipal pode ser acionado para explicar o que edis e população considerarem "estranho" na gestão pública. O que não é justo é fazer-se denúncia vazia todo o tempo, obrigando o Executivo a justificar o que poderia ter ocorrido de forma tranqüila e justa. Senhor do Bonfim não pode mais conviver com um velho estilo demagógico de uma política já sepultada há anos atrás", arrematou o prefeito Paulo Machado.

Bad Boy é axé, sem cor fixa e nem corda


CarnáBonfim 2011

Fundado em 2002, por dez amigos apaixonados pelo carnaval, o Bad-Boy já tem uma história pra contar. Nunca deixou de desfilar e melhora todo no. Dos fundadores, sete residem hoje em outras cidades e os três remanescentes, Eduardo, Gilmar e Pedrinho fazem parte da diretoria. Outro braço forte é o Léo, não é do grupo de fundador, mas é antigo e fiel ao Bad Boy. Essa explicação é dada pelo bonfinense Eduardo (Marcos Medeiros da Silva), 29 anos, atual presidente do bloco, que saiu hoje com 85 figurantes: “16 músicos e 69 componentes”.

Eles se acostumaram a fazer ensaios noturnos na Praça Boa Esperança, lá no Alto da Maravilha, sem o uso de cordas. E foi assim que desfilaram neste primeiro dia de Carnaval. Em plena atividade, cantando músicas baianas do seu repertório axé e passando em frente à Maçonaria, Eduardo disse que “a corda não estava fazendo falta, o público está respeitando”. Porém lamentou ainda não ter sede. “Nosso maior sonho e ter uma área, um barracão próprio para preparar mais o Bad-Boy, guardar instrumento, desenvolver a veia musical da gente”.

        “Carnaval ta no sangue, cada ano é uma emoção”

Uma das características do bloco é não ter cores pré-definidas. Ano passado se vestiu de amarelo-e-preto e este ano de azul e branco. O ritmo tradicional é o axé, comandado por composições baianas e instrumentos de percussão: caixas, tarós, repeniques, bumbos, 105 etc.

“Houve um ano em que nós colocamos um grupo especial de 10 mulheres com 10 homens e fizemos uma performance de sucesso, e neste ano 2011 estaremos trazendo de volta este sucesso. È uma inovação”, diz Eduardo.

Por que fazer carnaval, Eduardo? “Já tá no sangue, carnaval pra mim é a melhor coisa que acontece em cada ano. Puxa emoção”.

ASCOM