segunda-feira, 10 de junho de 2013

CASO DE POLÍCIA: INQUÉRITO QUE APURA DENUNCIA CONTRA HOSPITAL DOM ANTONIO MONTEIRO DEVERÁ SER CONCLUÍDO APÓS DELEGADA OUVIR A DIRETORA DO HOSPITAL


A delegada Magda Roberta deverá nos próximos dias concluir inquérito policial que investiga a morte de um recém nascido no Hospital Dom Antonio Monteiro de Senhor do Bonfim. O fato aconteceu no dia 19 de Abril e após nascer à criança teve duas paradas cardíacas e acabou morrendo.
Até agora a delegada já ouviu quatro médicos e a mãe da criança. Nos próximos dias a Diretora do Hospital será intimada para depor no Complexo Policial. Ao término de sua conclusão o Inquérito Policial será encaminhado ao Ministério Público.

Ivan Silva


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Na tarde do último dia 11 de abril a jovem Juliana Alves, de 19 anos, moradora de Senhor do Bonfim, gestante com quase 42 semanas após sentir dores de parto, procurou o hospital Regional para os procedimentos de na maternidade, sendo atendida pela médica Josefa, que consultou a jovem e mandou a mesma retornar para sua casa, e voltar outro dia que seria dia 12.


No dia seguinte a gestante procurou sua médica Drª. Vera, que lhe acompanhou durante o pré-natal e foi orientada a procurar o hospital assim que sentisse qualquer coisa, pois já estava completando 42 semanas e deveria se internar para o parto dia 14.


No dia 16 Juliana com sangramentos retornou àquela casa de saúde, sendo atendida por Dr. Otoniel, onde segundo a própria, ouviu do médico que não poderia realizar o parto por falta de anestesista no hospital, e lhe mandou voltar pra casa e que ela deveria retornar no dia seguinte (17) para ser atendida por Dr. Marcos Araújo, assim foi feito e dia 17 a jovem retorna e em consulta com Dr. Marcos, ouve o médico falar que ela estaria apenas com 3 cm de dilatação e que era normal e afirmado que com a criança estava tudo bem e os batimentos cardíacos do bebe estariam em 180 por minutos, dizendo que ela deveria retornar no dia 21 um domingo.

No dia 18 por volta das 21h30min ela passou mal em sua casa e foi ao hospital, sendo novamente atendida por Dª. Josefa que avaliou e internou a jovem.

Sua gestação estava com 42 semanas e 4 dias, quando na madrugada do dia 19, por volta das 03h00min, Drª. Josefa resolveu fazer o parto cesariano, segundo relatou a mãe prestes a dar a luz, não havia lençóis para forrar a cama cirúrgica, nem roupas adequadas para pacientes na maternidade.

Feito o parto a mãe disse que não ouviu em nenhum momento o choro de seu filho, e apenas disse ter ouvido a médica mandar que aplicassem injeção de adrenalina no recém-nascido, pois estaria com parada cardíaca, mandou que chamassem um pediatra, porém horas depois deram a notícia para a jovem que o bebe havia morrido.


Resumindo, essa não é a primeira vez em que mulheres veem suas gestações sendo estragadas, frustradas, pela velha prática do “volte amanhã”, “vá pra casa”, etc.

Onde estão os vereadores que não acordam para essa realidade triste, vivenciada por jovens que sonham em ser mãe e têm visto seus sonhos dizimados, por verdadeiros descasos, naquela unidade de saúde.


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