sexta-feira, 20 de junho de 2014

ÁLCOOL E DIREÇÃO: A MISTURA QUE NÃO DÁ CERTO


Copa do mundo no Brasil, festejos juninos e muita alegria. E em meio a tantas comemorações, o álcool é uma substância psicoativa bastante consumida, sendo ainda apontada como a mais ligada aos acidentes de trânsito. Considerado um dos principais problemas de saúde pública no Brasil pode-se afirmar que, quanto mais grave o acidente automobilístico, maior é o envolvimento com o consumo de bebidas alcoólicas, pois aproximadamente 70% desses acidentes com vítimas fatais têm o álcool como principal responsável. Anualmente, ocorrem mais de 350 mil acidentes nas ruas e estradas brasileiras com um saldo de 33 mil mortos e mais de 400 mil feridos, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (2009).

O advento da lei 11.705/2008, a chamada “lei seca” teve como finalidade impor penalidades mais severas para condutores de veículos que dirigem sob a influência do álcool, esperando conter o vertente crescimento do número de acidentes e mortos no trânsito brasileiro. Ainda que as regras e normas de conduta sejam conhecidas pelos motoristas, a ingestão de bebida alcoólica associada a posterior condução de veículos é uma triste realidade em nosso país. O trânsito exige rápidas tomadas de decisão e a mistura entre álcool e direção coloca em risco a sua vida e a de outras pessoas, pois a ingestão de bebida alcoólica altera o estado de consciência do indivíduo, afetando processos motores e cognitivos (tornando mais lento o raciocínio, por exemplo) e tais fatores impedem que o condutor execute algumas funções de forma satisfatória. E o que a Psicologia tem a ver com tudo isso? Muita coisa. Profissionais que estudam/atuam na área de Psicologia do Trânsito também estão comprometidos com a educação para o trânsito, através de ações preventivas visando à mudança de comportamento dos condutores e consequente redução dos acidentes de trânsito.

Portanto, vamos festejar São João e Copa do Mundo, mas se for beber, não dirija. A opção de ir para casa em táxi ou ônibus, fazer rodízios em grupos de amigos em que um deles não ingeriu bebida alcoólica para dar carona aos demais são escolhas que podem poupar a sua vida e a de outras pessoas. É possível reduzir o índice de acidentes de trânsito, e um dos principais meios é através da conscientização e mudança de comportamento dos condutores que têm por costume dirigir após a ingestão de bebida alcoólica. Não somente neste mês de junho, mas sempre. Todos somos responsáveis pela segurança no trânsito.

(Com informações extraídas de www.denatran.gov.br/publicacoes/show_public.asp?cod=20)
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Paula Bezerra
Psicóloga CRP-03/9980