quinta-feira, 10 de novembro de 2016

EDUCAÇÃO: Iª FEIRA DE TRIBUTOS DO CEEPS TANCREDO NEVES EM SENHOR DO BONFIM/BA


“O Brasil tem a maior carga tributária da América Latina e Caribe”, assim iniciou um artigo ECONOMIA da revista EXAME.COM. Um Estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que brasileiros pagam o equivalente a 33,4% do tamanho da economia em taxas e impostos.

Então, foi nessa situação encontrada no Brasil ontem e hoje, que professores e alunos do Curso Técnico em Administração do CEEPS (Colégio Codetan) organizaram na noite de 09 de novembro de 2016 a Primeira Feira de Tributos da instituição com o objetivo de conscientizar alunos, professores e visitantes sobre quanto de tributos pagamos em média por determinados produtos básicos ou não para nossa sobrevivência, com a exposição física de produtos, vídeos, fotos, banners, imagens, entre outros.

Outros países altamente desenvolvidos, como é o caso da Dinamarca, Itália e Suécia, por exemplo, possuem as maiores cargas tributárias do mundo, porém prestam serviços públicos de excelente qualidade sem a necessidade de a população recorrer à iniciativa privada. Segundo a representante da turma, Michelle, aluna do curso Técnico em Administração - modulo 5, Afirma que a indignação quanto a carga tão elevada de tributos no Brasil é precisar ainda continuar a pagar por serviços privados, para poder ter a qualidade quem não encontramos nos serviços públicos.

A titulo de informação, segundo os alunos do curso Técnico em Administração - modulo 2: “Nós brasileiros temos de trabalhar 5 meses do ano somente para custear a cobrança de tributos e mais outros 5 meses para pagar, ao setor privado, os serviços públicos essenciais que o Governo deveria garantir”.

O trabalho das esquipes consistia em mostrar vários itens de consumo normais do brasileiro e expor os mesmos juntamente com placas indicando a carga de tributos de cada item. Como por exemplo, podemos citar Esponja de aço (40,62%); Sabão em pó (40,80%); Cachaça (81,87%); Cerveja (55,60%); Arroz e feijão (17,24%); Açúcar (30,60%); Sal (15,05%); Creme de barbear (57,05%); Fraldas (34,21%); Maquilagem Nacional (51,41%) e importada (69,53%); Cigarros (83,32%); Carro (de 48,2% a 54,8%); Celular (39,80%); Gasolina (56,09%), entre tantos outros. Foi perguntado ao aluno Rodrigo do curso Técnico em Administração - modulo 3, sobre porque a alíquota de tributos sobre cachaça, cerveja, refrigerante, perfumes, cosméticos, chocolate e cigarros era tão elevada frete aos demais? O mesmo respondeu que são produtos que vão de encontro a necessidade do governo, ou seja, quem bebe ou fuma, tem tendência a utilizar mais do que o normal serviços básicos a população, como saúde e assistência, juntamente com um fator também muito relevante, que é a questão dos supérfluos, ou seja, produtos não tão essenciais a sociedade, para o governo.


A turma de Administração 4, ficou encarregada de mostrar, basicamente, produtos que compõem a cesta básica, arroz, açúcar, café, óleo, feijão, entre outros e podemos perceber que segundo explicação dos alunos, as menores cargas tributarias sobre esses alimentos se dá pelo fato de haver redução da alíquota de tributos como PIS, COFINS e ICMS, por exemplo, com o objetivo de baratear produtos essenciais a sobrevivência.


Como podemos constatar na figura acima, possivelmente, chegaremos a 1,7 bilhões de reais em tributos, aproximadamente, ainda nessa próxima semana, segundo o site https://www.impostometro.com.br/ .

Para o Presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), Sérgio Longen, a carga tributária brasileira vai continuar a crescer, enquanto não houver a redução das alíquotas dos principais tributos, pois a multiincidência tributária faz com que a arrecadação tributária sempre cresça mais que a evolução do PIB. “Se é para o Brasil ser comparado aos países europeus, que não seja apenas no percentual elevado de sua carga tributária, mas sim e, primordialmente, na qualidade de serviços públicos prestados”, alertou.

Portanto, ao final da feira, o Professor Wilney Benevides parabenizou a participação de todos os envolvidos e falou sobre o sucesso do projeto. “Os objetivos principais da feira foram alcançados, sendo um sucesso em público e produtos, mostrando assim, a grande capacidade dos nossos alunos em realizar tarefas de conscientização e informação para a população em geral, a fim de criar nos indivíduos consciência crítica sobre o atual momento econômico que vive o país.”

por Wilney Benevides - professor